o bebê fala:
gugú dadá!
Quarta-feira, Maio 07, 2008
Domingo, Fevereiro 17, 2008
O nascimento das fadas.
Há muito tempo e longe daqui era possível ver diante de flores o parto mágico de uma fada. Havia sempre entre milhares e milhares, um botão de flor tão belo que encantava. E então – diziam - não haveria dúvidas de que dali nasceria uma fada.
E o belíssimo espetáculo raramente acontecia, pois entranhada dentro da terra, sob forma de magia, brotos de fadas adormeciam, e só então, uma vez ou outra, cautelosamente e pacientemente, subiam aos troncos verdes das mais belas flores. E a essência mágica, junto à ciência floral, incubava-as, ainda fetos.
E de lá – diziam – nasceria uma fada.
E certa vez de forma tão rara que jamais se repetirá nesse ou em outro universo, entre pervincas plantadas sobre um solo de guerras cujas emoções iam do amor ao terrível sofrimento pairava o mais belo broto. Dali, quem conhecesse a química do nascimento das fadas, diriam, nasceria a mais bela fada.
Na primeira madrugada ao final do inverno nascera lentamente o pequeno botão da flor, desabrochava-se então na imensidão de uma aurora. E nascera a mais bela de todas as voadoras.
Como toda recém nascida fada, essa também voara instintivamente ao norte distante em busca de algo que não ainda não compreendia. Os olhinhos ainda fechados eram guiados pela mágica que atraía a fada àquele incógnito lugar. E se fora, então, para sempre sem nenhum apego ao lugar de seu parto, a minúscula fada, deixando para trás os campos de pervincas e a mais bela flor do mundo.
O pontinho de luz – tão minúsculo que se confundia com o brilho do olhar – depois de muito voar chegava aonde fora guiado. E sobre a primeira luz da manhã abria seus minúsculos olhinhos mágicos que se deparavam com a mais bela visão – a primeira visão desde o seu despertar: O reino das fadas.
Postado por Tarcísio às 11:45 AM 0 comentários
Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
Under pressure

Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets
Carnaval 2008...
=)
Postado por Tarcísio às 7:06 PM 0 comentários
Sábado, Janeiro 19, 2008
Domingo, Dezembro 16, 2007
O Desvio da Morte
Procurei no rosto daqueles registros
No rosto daqueles que já se foram
Alguma coisa que me permitisse ter previsto
Mas nos rostos dos que se foram
Encontrei apenas a certeza
De que nada neles poderia ser previsto
Postado por Tarcísio às 8:05 PM 0 comentários
Domingo, Dezembro 09, 2007
Construção
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego...
Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu a construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público...
Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou prá descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão
Atrapalhando o sábado...
Postado por Tarcísio às 11:19 AM 0 comentários

