Foi assim que eu entrei na caverna
entre o medo da morte e da bruxa, logo a ví
rindo, cantando, zombando de mim
"te amaldiçou, criança
entregue-me seu coração ou sua alma"
ainda bem que eu levei minha espada
muita luz exaltava da minha arma tanto que
ofuscada, a bruxa caiu em desespero
depois, com um rápido golpe
entranhei a lâmina em seu peito
matei a velha bruxa malvada
assassinei a Rainha de todo Mal
impressionei à todos, pois todos sabem que
sou muito mais malvado que ela
Segunda-feira, Abril 30, 2007
A bruxa
Postado por Tarcísio às 7:51 PM 0 comentários
Sexta-feira, Abril 06, 2007
ATENÇÃO
Só peço uma colher de chá, um pedacinho de biscoito e atenção. :)
Postado por Tarcísio às 4:26 AM 1 comentários
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Para quem entende um pouco mais que os outros...
Eu que escrevi baseado na Mitologia Grega, nas Teorias Marxista/Frankfurtianas e no Mito da Caverna de Platão.
No pequeno planeta Zaíres – não muito longe daqui - havia diversos países. Em um desses países, o mais pobre de todos, morava Prometeu e sua mãe numa velha cabana de madeira. Ela era muito doente e velha e já não falava coisa por coisa. E ele era um jovem forte que trabalhava nas lavouras de pito.
Naquele estranho país, chamado Mida, pito era o nome da fruta nacional que correspondia a toda, ou pelo menos, quase todas as riquezas da nação. Os midianos vendiam toda a sua produção de pita para o País do Norte que todos ouviam falar, mas ninguém nunca fora antes.
- É ao Norte, muito Norte – diziam. Lá as riquezas não têm fim. Não existe nação mais forte do que a Nação do Norte.
Certa noite a mãe de Prometeu passou muito mal. Angustiado, o jovem saira pelas ruas a procura de Demetra, a velha anciã que conhecida por saber a cura de todos os males dos pequenos habitantes de Zaíres.
Demetra estava com sua ama Metarina quando ouvira os berros do jovem Prometeu. Acudindo-o, a velha anciã chegou à cabana de madeira do lavrador e começou a analisar a enferma senhora.
- Eu sei que há uma cura, mas não está na terra essa cura. A cura da sua mãe está no fogo
- Onde eu encontro esse fogo?
- Na Nação do Norte, muito acima de nossas cabeças.
- E onde fica a Nação do Norte?
- Ora, ao Norte. Mas ninguém nunca voltou de lá. Por isso ninguém sabe direito como se chega.
Prometeu na manhã seguinte partiu para o norte deixando sua enferma mãe aos cuidados de Demetra e seus conhecimentos que tardariam sua hora.
Dirigiu-se sempre ao Norte e sempre que pedia informações as pessoas diziam que jamais haviam ido a tão comentada nação, todavia sabiam que era um lugar maravilhoso onde os homens eram livres para pensar e agir.
No segundo dia, Prometeu atravessou um deserto e chegou a uma grande muralha de ferro sem começo e sem fim. Era muito alta para ser escalada. Não havia chances de travessia. Em seu desespero, começou a chorar e em seu lamento ganhou a atenção do coiote – o lobo do deserto.
- Se me der sua alma eu levo-o para o País do Norte, por detrás dessa muralhas.
Prometeu aceitou.
O coiote cavou um imenso buraco que em breve tornou-se uma caverna subterrânea.
- Entre, aqui dentro é o País do Norte.
No País do Norte as pessoas viviam presas em uma escura caverna cheia de tochas apagadas e a única coisa que podiam ver era uma luz dançante ao fim da caverna. Lá, todas as pessoas eram absolutamente iguais – laranjas com as mesmas rugas nos mesmos lugares.
- Por que estão presos?
- Não estamos. Somos a Nação mais rica do mundo. Aqui há liberdade.
- Onde eu encontro o fogo? Perguntou.
- Não conhecemos isso. Somos felizes com o que conhecemos.
- Esse é o País do Norte, eu vim de Mida, um país ao sul. Vendemos pitos a vocês.
- Não conhecemos isso. Somos felizes com o que conhecemos.
- E o que vocês conhecem?
- O que precisamos conhecer. As sombras dançantes na parede.
Eles se referiam as sombras projetadas pela luz que vinha do fundo da caverna.
- O que há no fim da caverna?
- Não conhecemos. Somos felizes com o que conhecemos.
Prometeu percebeu que não iria muito longe em sua discussão com os habitantes do País do Norte e decidiu andar por si próprio em direção ao fim da caverna.
Atravessando à origem das sombras ele viu a luz projetada vinha de uma grande fogueira que ficava em frente a estátuas frias e falsas. Do outro lado da caverna um homem muito gordo contava seus pitos.
- Quem é você?
O homem se assustou, nunca vira alguém chegar até onde Prometeu havia chegado.
- Por que você não está amarrado como os outros?
O homem bufou de ódio e começou a deferir maldições contra Prometeu.
Nisto, o jovem agarrou uma tocha e jogou-a sobre o fogo. O dono do fogo gritou e milhares de formiguinhas começaram a atacar o jovem lavrador.
Prometeu correu e por onde passava encostava o tocha acesa pelas outras apagadas levando a luz aos habitantes da Nação do Norte. Eles, todavia, gritavam de raiva. Não queriam aquilo.
Prometeu correu mais do que pode sem pensar em nada. Quando notou estava em casa com o fogo em suas mãos. Ele ofereceu o fogo aos habitantes de seu país que ficaram muito gratos.
Sua mãe, ao sentir o calor, acordou como se tivesse vinte anos.
Mas naquele momento as formigas chegaram e comeram o jovem Prometeu vivo.
Muitos anos depois, o povo já havia esquecido-o, quando chegou um homem gordo trazendo estacas e algemas, ele gritava:
- Meu povo de Mida, vocês vivem em total miséria, eu sou do País do Norte e tenho pra vocês a libertação dessa vida indigna. Basta me seguir à caverna que vamos construir aqui. E então, vocês serão livres.
Todos seguiram-o.
Postado por Tarcísio às 8:16 PM 1 comentários
