A humanidade surgiu, considerando o tempo de existência de nosso planeta, há pouco tempo. A filosofia Hindu afirma que o nosso tempo neste planeta corresponde á um piscar dos olhos de Deus. Vendo por esse lado, somos realmente insignificantes.
Analogicamente se medíssemos a história do planeta nos andares do ‘falecido’ World Trade Center, nós, seres humanos da Modernidade, corresponderíamos a uma espessura menor que a camada de tinta do alto do arranha-céu.
Apesar da nossa curta existência, nunca este planeta foi tão mudado quanto está sendo nesses últimos séculos. Aonde quer que estejamos indo, estamos indo rápido.
Dentre os fatos que ajudaram na nossa estudada evolução o primeiro fator que possibilitou tudo isso foi, sem dúvidas, a reprodução sexuada – fenômeno que acelerou nossa diversidade, tudo graças ao compartilhamento do DNA.
Linearmente, em seguida, os seres humanos desenvolveram os sentidos, o cérebro e, finalmente, a linguagem simbólica. Foi através dessa última que nós chegamos ao ápice que estamos hoje – seres que mudam o mundo.
Essa evolução da inteligência humana se deu, também, graças ás diversas invenções que nos ajudaram em muito no nosso aprendizado. Cálculos que duravam décadas hoje são feito
Foi um grande salto desde que nossos antepassados descobriram a Linguagem Escrita até chegar aos dias de hoje feitos á partir de computadores e satélites. Nosso mundo construiu uma grande teia de comunicação.
Todo esse engenhoso mundo não seria possível sem o maior instrumento de construção do homem: a mão. Foi ela quem nos deu os artifícios dessa evolução.
Paradoxalmente, tudo o que planejamos, construímos e conseguimos teve como objetivo simples elevar nossa qualidade de vida, mas, ao contrário do que esperávamos, estamos vivenciando épocas em que os efeitos colaterais de nossa evolução põem em risco nossa própria sobrevivência.
Consumimos em um ano, o que antigamente consumiríamos em
Nosso planeta miserável hoje consume, aproximadamente, um trilhão de dólares em produção bélica; em quanto que o valor necessário para diminuir nossos problemas está avaliado em um pouco mais que 700 bilhões. O nosso egoísmo impede nossa própria sobrevivência como planeta.
O nosso grau de consumismo chegou á um patamar que a ‘felicidade’ está diretamente proporcional ao consumo. E vivemos para consumir cada vez – buscando, assim, essa felicidade aparente.
A tecnologia nos tornou, também paradoxalmente, muito mais próximos e, ao mesmo tempo, mais distantes de nós mesmos. E esse egoísmo nós traz inúmeros problemas. Passamos a julgar as pessoas por o que elas têm e esquecemos de que elas também são seres humanos, como nós.
...
Conseguimos fazer em pouco tempo o que nenhum outro ser vivo fez por esse planeta. Alcançamos limites imagináveis há milênios atrás. Fomos à Lua. Conhecemos o espaço. Dominamos o fogo e ás máquinas...
Mas, ironicamente, desconhecemos por completo nosso interior. E isso nos faz pensar a maravilhosa exploração que nos aguarda
Aos poucos, chegamos á um patamar de evolução em que devemos parar para pensar e avaliar que está certo e errado. Seria uma pena ver a humanidade, que conseguiu chegar até aqui, pôr tudo á perder.
Se a humanidade chegará a este último passo? Só o tempo dirá. Um buraco branco no tempo.
Tarcísio Bezerra Martins Filho,
segundo o documentário ‘O Buraco Branco no tempo’
Sete de março de 2006

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